Vale a pena recordar

Rainha Santa Isabel

Há personalidades que fazem parte da nossa história que são intemporais, a Rainha Santa Isabel era indubitavelmente uma visionária, uma mulher com uma consciência que não correspondia à sua época, sem dúvida uma mulher mais à frente, vale a pena parar para conhecer….

Sua origem….

A Rainha Santa Isabel era a filha mais velha do Rei D.Pedro III de Aragão e D.Constança da Sicília e tornou-se Rainha de Portugal com o casamento com D.Dinis, o chamado “Rei Lavrador”. Deste matrimónio  nasceram dois filhos, D.Afonso IV e D.Constança. O seu casamento não foi nenhum mar de rosas, sendo que, das infedilidades do Rei nasceram 9 filhos bastardos, um de cada mãe, a Rainha assim que estes viessem até ela dava-lhes de vestir e de comer e criava-os como se fossem dela, impressionando todo o mundo com o seu entendimento e a sua generosidade. 

Sua Obra…

A nossa querida Rainha ocupou-se por missões políticas e de paz, pois intercedia a favor dos que careciam de justiça, dos pobres, dos mais desprotegidos e marginalizados socialmente, intercedeu no combate aos males sociais como a prevenção da prostituição ou a criação de soluções para colhimento de meninos desamparados, de idosos e de doentes. Para tal, criou várias instituições, por si governadas, cuidando com as suas próprias mãos e com a sua alma, fazendo verdadeiros milagres…há quem diga que tenha sido uma revolucionária…

Foi de muito cedo que iniciou a sua obra de bem fazer, com o seu dinheiro e hipotecando os seus haveres fundou hospitais, conventos, albergues, gafarias, casas de regeneração, orfanatos. Não se limitando a criá-los, acompanhava e dirigia a sua construção, preocupava-se com a filosofia de seguir naquelas casas e regulamentava o seu funcionamento.

A sua preocupação com os idosos fez com que fundasse, junto ao Mosteiro de Santa Clara (o velho monumento gótico junto ao Portugal dos Pequeninos) o “Hospital de Santa Isabel” para 15 homens e 15 mulheres (para idades acima de 50 anos e mais) entrando em funcionamento a 1333. Nesta altura ocorreu uma época de escassez e de muita fome em toda a península, a Rainha acudia com os seus cuidados enfermos, mitigava a fome e dava agasalho com o seu “haver”.

Ainda em Coimbra fundou um hospital de Velhas Inválidas que era “um recolhimento de mulheres pobres.

Em Leiria, fundou o Hospital de Velhas Entrevadas. Estes foram apenas alguns dos exemplos das suas instituições de bem feitoria.

…Os “milagres”….

A Rainha Santa Isabel é mundialmente conhecida pela lenda das rosas, esta lenda conta que a uma dada altura a Rainha vinha com o manto do seu vestido carregado de pães (há quem diga que eram moedas) para dar aos pobres, quando subitamente aparece o Rei e a interroga àcerca do que ela levava…ao qual ela responde: - ”São rosas Senhor, são rosas…” , o Rei pede-lhe então que as mostre e qual não é o espanto de todos quando os pães se tinham transformado em rosas…

Bom, mas lendas à parte, existem historicamente documentados alguns episódios a que o povo apelidou de milagre, um dos quais foi no dia da Ceia do Senhor, pois tinha como hábito neste dia lavar os pés a certos pobres e lhes dar de calçar. Ao percorrer os pés dos pobres, reparou numa mulheres que se tentava esquivar da bacia escondendo um dos pés. Ao descobri-los viu que tinha uma lesão a que chamavam cangro. Então lavou a ferida com todo o cuidado, sem nojo algum, tendo-se a ferida curado ao qual o povo atribui como milagre. E como este, outros aconteceram contribuindo para que o povo a adorasse ainda mais e a nomeassem de Rainha Santa, a tão querida Rainha…